30/9/08
Cartilha conscientiza evangélicos
VOTO NÃO TEM PREÇO, TEM CONSEQUÊNCIAS
Adaptado da “Cartilha Lei 9840 - Vamos combater a corrupção eleitoral”
http://www.lei9840.org.br/materiais/index.htm
A enxurrada de denúncias a que todos nós assistimos nos últimos anos causa mal-estar. Ao mesmo tempo, ela sinaliza a necessidade de que o povo deve participar das mobilizações para que se realizem mudanças urgentes no sistema político.
Com as novas leis de combate à corrupção, percebe-se, nitidamente, que houve melhorias no processo eleitoral. Hoje em dia:
a) não é mais permitido nenhum tipo de divulgação em locais de uso comum (Resolução 22.718/08–TSE, art 13). Dessa forma, os candidatos não podem discursar, distribuir “santinhos”, colocar cartazes, estandartes ou letreiros em igrejas, escolas, comércios e ginásios, ainda que de propriedade privada;
b) o candidato não pode distribuir ou autorizar que distribuam quaisquer bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor (brindes, livros, cds, cestas básicas, instrumentos de som, etc) (Lei 9.504/97, Lei 11.300/06, art 39 § 6º);
c) O candidato que oferecer dinheiro ou qualquer coisa em troca de voto e o político que utilizar a estrutura da administração pública (carros, salas, prédios, dinheiro ou funcionários públicos) para conseguir voto serão afastados das suas campanhas ou impedidos de ocupar os cargos eletivos (Lei 9840/99);
d) constitui crime, punível com reclusão de até 4 anos e pagamento de multa, dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto, ainda que a oferta não seja aceita (Código Eleitoral, art. 299). A simples oferta já é crime suficiente para cassar o registro do candidato (na campanha) ou o diploma eleitoral (se for eleito);
Mas, apesar dessas leis, infelizmente, alguns políticos ainda tentam cometer crimes eleitorais nas igrejas evangélicas (comprar votos, discursar nos púlpitos, colar cartazes, distribuir propaganda e brindes, emprestar ônibus à juventude, dar equipamentos de som, prometer empregos ou empregar líderes evangélicos, etc). Dessa forma, os irmãos acabam por assumir uma dívida moral diante dessas doações e querem resgatá-las por meio do voto. Lembre-se, isso é crime.
Os candidatos que doam bens aos eleitores agem assim por caridade? Eles agem a revelia das leis ou será que não as conhecem? Sendo assim, que respaldo têm para criar novas leis municipais ou fiscalizar o prefeito?
Para barrar isso, não podemos tolerar a ação corrupta dos candidatos irregulares (Ef 5:11). Portanto, convidamos cada cristão a denunciar os crimes eleitorais que presenciam em seu bairro, escola ou igreja. A denúncia pode ser feita à Promotoria ou à Justiça Eleitoral, juntamente com as provas. Você pode ainda utilizar o Disque Eleitor: 0800-985000, disponibilizado pelo TRE-MA.
Quanto às provas, é importante o uso de fotografias, filmagens ou impressos relacionados aos atos de corrupção para compor a denúncia que poderá cassar o político corrupto. Pode-se, por exemplo, utilizar um celular para gravar discursos com promessas de doação de dinheiro, telhas, terreno, forro ou equipamentos de som para uma igreja. Em Sobral (CE), um candidato a vereador foi cassado porque ofereceu serviços gratuitos de advocacia para os eleitores. Nas últimas eleições, mais de 600 políticos foram cassados no Brasil por crime eleitoral, no Maranhão foram 14.
“E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas, mas antes condenai-as” (Ef 5:11)
Denuncie a corrupção eleitoral!
Essa é uma maneira de fortalecer a democracia
DICAS PARA O VOTO CONSCIENTE
1) Entenda que eleição é assunto sério e não deve ser tratado levianamente, pois se políticos oportunistas chegam ao poder, trabalham em benefício próprio;
2) Procure saber quem está financiando a campanha dos candidatos em quem você pretende votar. Têm candidatos que se dizem evangélicos gastando milhões de reais. Mas, de que forma eles pretendem recuperar esse dinheiro?
3) Reconheça que apenas os desinformados e os tolos caem no conto da “varinha mágica” com que alguns políticos prometem solucionar os problemas sociais, caso sejam eleitos;
4) Entenda que os truques e conchavos políticos, mais cedo ou mais tarde mandam as contas, as quais, serão pagas pelos inocentes. Essas contas virão na forma de novos impostos, por exemplo;
5) Evite a condição de objeto, de massa de manobra, nas mãos dos candidatos. Torne-se sujeito responsável por seus atos. Lembre-se que alguns políticos abordam os pontos fracos da vida cotidiana, apresentando soluções teóricas que jamais são alcançadas na prática;
6) Lembre-se que a eleição para vereador é feita pela soma de votos dos candidatos de uma coligação, ou seja, ao votar em um candidato, o teu voto poderá beneficiar um companheiro de coligação que você nem conhece;
7) Evite iludir-se com a ideologia de que irmão vota em irmão, elaborada no âmbito evangélico como rede para colher voto de crente. Na prática, isso tem servido para colocar no poder algumas pessoas inescrupulosas que durante as campanhas discursam em nome de Deus, com ar de piedade religiosa, mas quando eleitas, usam o poder para humilhar e oprimir o povo;
É inadmissível que o crente seja um eleitor ingênuo, ludibriado em seu voto, e nossas igrejas colocadas na condição de "currais eleitorais". Leia Isaías 58:1, Lucas 13:31-32, II Coríntios 10:4.
Maranhão, 21 de Setembro de 2008
Comitê Evangélico de Conscientização Política – MA
(comite_evangelico@yahoo.com.br)
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